Thiaguinho chegou ao Franca Basquete no segundo semestre deste ano. Antes disso, em um contato anterior com a cidade, o armador teve um presságio de que teria sorte no local. Em março, quando ainda defendia o Liga Sorocabana, o cliente da All Sports Agency venceu o Desafio de Habilidades do NBB, disputado no Ginásio Pedrocão, casa francana. Na competição, que consiste em completar um circuito com dribles, arremessos e passes, ele fez o menor tempo nas duas fases e garantiu a conquista, derrotando o argentino Maxi Stanic, então do Palmeiras, com 2 décimos de tempo a menos na final.

Muito satisfeito pelo acerto com o Franca, Thiaguinho classificou o final de semana daquela conquista como inesquecível. O armador espera que a sorte continue e o ajude a retribuir todo o carinho que recebeu da torcida francana quando chegou ao clube.

“Foi um final de semana sensacional. Tive a felicidade de ganhar e deu para sentir toda a paixão da torcida francana, que apoiou muito os atletas daqui e fez uma bonita festa. Fui muito bem recebido aqui e espero que essa sorte possa continuar e eu consiga retribuir com uma boa campanha no NBB para apagar esse Campeonato Paulista ruim que nós fizemos”, destaca.

Há duas temporadas no Liga Sorocana, Thiaguinho vinha muito bem na equipe. A proposta do Franca, no entanto, o seduziu. O armador revela que os motivos foram a tradição da equipe no basquete nacional e volta a falar da força da torcida.

“Quando me ofereceram o projeto, achei legal e topei. Pensei em tudo que o Franca representa para o basquete brasileiro e vi que seria legal se caminhássemos juntos daqui para frente. A história, os jogadores importantes que passaram por aqui… Tudo isso contou muito. É uma camisa de peso, tem uma torcida que apoia muito, a cidade inteira respira basquete e encarei como um algo a mais na carreira que ainda me faltava”, afirma.

O Franca é comandando por Lula Ferreira, um dos técnicos mais reconhecidos do basquete nacional. Multi-campeão, ele tem objetivos grandes no NBB e na Liga Sul-Americana. Thiaguinho comenta o estilo do comandante e diz que, mesmo em pouco tempo, já conseguiu aprender bastante coisa com ele.

“Desde o primeiro contato, está sendo ótimo trabalhar com o Lula. Sempre ouvi falar muito bem ele e hoje entendo porque sempre foram só elogios. É um excelente treinador e que, além de entender muito de basquete, sabe bem como incentivar os jogadores. Estou muito feliz por trabalhar com ele e, desde o início, já passou coisas muito legais e deu assimilar bem”, conta.

A equipe do Franca foi uma das que mais mudou para esta temporada. Apesar da reformulação e de estar no elenco há pouco tempo, Thiaguinho enxerga as novidades pelo lado bom. Para o armador, os jogadores tem mais consciência sobre a responsabilidade de vestir uma camisa tão pesada e o espírito de equipe tem tudo para prevalecer.

“Vejo um time novo, mas muito bem dividido. Todos sabem que cada um tem responsabilidade. É uma equipe e é preciso trabalhar com essa ideia. Muitos são novos, a equipe é praticamente outra com relação ao ano passado e é preciso que cada um passe um pouco da experiência que tem para o outro. Vejo que todos estão com esse mesmo objetivo aqui e temos tudo para alcançar bons resultados nessa temporada.

Com uma campanha fraca, a equipe francana sequer foi aos playoffs do Campeonato Paulista. Após uma estreia ruim na Liga Sul-Americana, o Franca se recuperou nos dois jogos seguinte e conseguiu a classificação para a segunda fase da competição. O NBB, que começa no dia 3 para a equipe, diante do Macaé, também é uma outra oportunidade de melhorar as coisas. Se a sorte francana de Thiaguinho continuar e o trabalho em equipe for posto em prática nas competições, a torcida sequer lembrará do Estadual no fim da temporada.


Como nas últimas edições do Novo Basquete Brasil, campeão e vice da temporada anterior se enfrentam na estreia. Na próxima segunda-feira, dia 2 de novembro, às 19h, Bauru e Flamengo abrem a competição no ginásio Panela de Pressão, na cidade paulista, com muitos holofotes voltados a Ricardo Fischer. O cliente da All Sports Agency brilhou na Copa Intercontinental, em setembro, quando os bauruenses quase conquistaram o título contra o Real Madrid, e também na pré-temporada da NBA, com atuação de gala diante do New York Knicks e de destaque contra o Washington Wizards, nos Estados Unidos.

Em suas mãos estão depositadas a esperança de conduzir a equipe a um título da competição mais importante do basquete brasileiro que não vem desde 2002, à época com o hoje astro Leandrinho no elenco. RicardoFischer também conquistou a medalha de ouro dos Jogos Panamericanos de Toronto, em julho, e disputou a Copa América com a Seleção Brasileira. O armador projeta uma temporada 2015/2016 de grande valor para o Bauru e espera que o fator casa prevaleça na estreia contra o rival.

“Foi muito boa a experiência com a seleção e depois ter tido atuações destacadas nos jogos internacionais. Não só eu como o time todo amadureceu e não está tão longe do nível de equipes do mais alto escalão mundial”, analisa o jogador de 24 anos. “Bauru e Flamengo estão entre as principais equipes do basquete nacional há alguns anos e não vejo como não ser uma grande partida. O jogo é na nossa casa, a torcida faz muito barulho e cria uma verdadeira panela de pressão. Entraremos em quadra com ainda mais disposição e muita força para estrear com vitória”, afirma.

A última temporada foi de conquistas para o Bauru, com os títulos do Campeonato Paulista, da Liga Sul-Americana e da Liga das Américas. Fischer também teve ótimos momentos individuais, sendo eleito o melhor armador do NBB e MVP do Jogo das Estrelas, mas não se dá por satisfeito e mira o inédito título do Novo Basquete Brasil já para esta edição.

“As equipes brasileiras estão se desenvolvendo bem, o basquete nacional está cada vez mais forte e o nível do NBB só tem aumentado a cada edição. Ficamos no quase na temporada passada, mas sabemos do potencial da nossa equipe e vamos buscar o título. Tivemos bons reforços e estamos muito bem entrosados”, destaca.

O Bauru vem com uma mudança importante para esta edição do NBB: o técnico. Após a participação na pré-temporada contra equipes da NBA, nos confrontos com New York Knicks e Washington Wizards, Jorge Guerra, o Guerrinha, deixou o comando do Bauru. Demétrius Ferracciú, ex-armador da Seleção Brasileira, assumiu e já comandou o time em um amistoso contra o Rio Claro, vencido por 79 a 75. Ricardo Fischer elogia o estilo de jogo imposto pelo novo comandante e acredita que o Bauru já jogue da forma ideal diante do Flamengo.

“Nada melhor que um amistoso contra uma equipe de bom nível para um treinador pôr em prática as ideias dele. Vejo que desde os primeiros treinos já conseguimos assimilar um pouco das orientações que nos foram passadas. Fizemos isso diante do Rio Claro e acho que já jogaremos bem próximo do estilo do Demétrius nessa estreia do NBB, com bastante volume de jogo e criatividade”, projeta.

Por conta do feriado de finados, a diretoria do Bauru espera que um bom público no Panela de Pressão. Os ingressos já estão sendo vendidos na sede do clube e pela internet (www.chuastore.com.br). A partida terá transmissão ao vivo pelo canal Sportv. No dia 5 de novembro, quinta-feira, a equipe recebe o Macaé (RJ), pela segunda rodada do NBB.


O Flamengo venceu o Macaé no segundo jogo da final do Campeonato Estadual, por 76 a 66, no ginásio Juquinha, e ficou com o título. Esta foi a 11ª consecutiva que o Rubro-Negro conquistou a competição.  O Fla havia vencido o primeiro duelo na Gávea, por 71 a 64, e liquidou a necessidade de uma terceira partida.

Como aconteceu ao longo da competição, os atletas da All Sports Agency da equipe rubro-negra brilharam em quadra. Olivinha e Marquinhos foram os cestinhas da partida, com 18 pontos cada. Com as quatro vitórias na fase classificatória, o Flamengo foi campeão invicto da competição.

A partida começou com o Macaé na frente, vencendo o primeiro quarto por 24 a 16. No segundo período, o Flamengo correu atrás do placar e diminuiu a distância para apenas um ponto, indo para o intervalo perdendo por 39 a 38.

A virada do Flamengo veio no terceiro quarto, com boas bolas de longa distância da equipe. O placar terminou em 61 a 57. No último período, muitos erros dos dois lados da quadra. O nervosismo atrapalhou o Macaé, que marcou apenas nove pontos. Mais controlado emocionalmente, o Rubro-Negro conseguiu anotar 15 pontos e garantiu mais uma taça.

Ao fim da partida, o técnico José Neto, também cliente da All Sports Agency, foi muito festejado pelos jogadores. Flamengo e Macaé passam a se concentrar no NBB a partir de agora. A estreia do Rubro-Negro será na segunda-feira, dia 2, contra o Bauru, no Ginásio Panela de Pressão, às 19h. O Macaé, por sua vez, enfrenta o Franca na terça, no Ginásio Pedrocão, às 20h.


O ala Isaac está de casa nova. Após defender o Brasília na última temporada, O atleta da All Sports Agency foi anunciado nesta quarta-feira pelo Franca Basquete como reforço para disputa do NBB 8. Aos 25 anos, ele é considerado uma das grandes promessas da geração atual. Ao vestir a camisa francana, Isaac falou em aproveitar bem a oportunidade.

“Acredito que a minha vinda não sera um reforço apenas para o Franca Basquete, mas também para minha carreira. Quero ajudar o time a crescer e quero também crescer junto com ele. Vai ser uma parceria muito positiva. Estou muito feliz e quero aproveitar bem a oportunidade”, afirma.

Apesar da pouca idade, Isaac já disputou cinco edições do NBB. O atleta possui médias gerais de 5,8 pontos; 2,2 rebotes e 0,6 assistência por jogo. Seu destaque o fez ser lembrado pela Seleção Brasileira, tendo disputado a Universíade de Kazan, em 2013, defendendo a camisa verde-amarela, sob o comando do técnico José Neto.


Apesar de ter somente 24 anos, Gerson do Espírito Santos já viveu muita coisa na carreira. O pivô ficou quatro anos no basquete universitário dos Estados Unidos, onde atuou pelo Colorado State, é uma das principais revelações do último NBB e chega bem valorizado para a próxima edição da competição. Ao fim da temporada passada, o atleta da All Sports Agency recebeu propostas de outras equipes, mas optou pela renovação por mais um ano com o Mogi das Cruzes. Como ficou na equipe, ele espera escrever seu nome na história do clube.

Entre as equipes mais tradicionais do basquete brasileiro, o Mogi das Cruzes tem belas conquistas. A última, no entanto, foi há 11 anos, o Campeonato Paulista de 1996. O feito marcou os atletas daquela geração, exaltados até hoje pelos torcedores. O sonho de Gerson, que jamais teve um título na carreira, é ficar na memória dos mogianos por muito tempo.

“Minha ideia é poder deixar algo para trás nesta temporada. Quero que, daqui há 10, 20 anos anos, lembrem que passei por aqui. Lembram até hoje do time que foi campeão pela última vez e, talvez em 2016, gostaria de ouvir as pessoas falando que ganhei vários títulos com o Mogi. O NBB é difícil, mas é uma oportunidade para conseguir isso”, projeta.

Mesmo após retornar para o Brasil, o sonho de Gerson em atuar por uma equipe norte-americana segue vivo. O pivô sonha em disputar a NBA, mas, nesse momento, destaca que o foco está apenas no Mogi das Cruzes. O atleta revela que teve oportunidades para deixar do clube, mas dá os motivos que o levaram a continuar.

“Ainda estou dentro da idade, acho que posso ir para NBA até uns 26, 27 anos. Mas, como voltei para cá, espero fazer o meu nome no país. Tive propostas de outras equipes, mas entendo que o Mogi é a melhor que eu poderia ficar. Estou focando no meu jogo, em ajudar a equipe e imagino uma temporada muito boa para nós”, revela.

Além de Gerson, a diretoria do Mogi conseguiu a manutenção de outros atletas importantes, mantendo a base da equipe. O primeiro resultado, mesmo sem o título, foi bom: vice do Campeonato Paulista. A equipe, aliás, não disputava a final da competição desde 2011. Gerson destaca o quão importante são os esforços da diretoria para tentar continuar com uma espinha dorsal da equipe.

“Vários atletas chegaram ao time no meio da temporada, no ano passado, e a equipe encaixou bem. Hoje a base está mantida, com o time já conquistando o vice do Paulista. Isso nos faz entrar com uma força extra para o NBB. Nós nos conhecemos bem, estamos entrosados e sabemos que podermos brigar pelo título”, afirma.

A manutenção da base da equipe ajudou na renovação de Gerson, mas não foi o único motivo. A adaptação ao clube também teve grande peso e, ao que parece, as facilidades de Mogi das Cruzes, pacata como toda cidade do interior,seduziram o jogador.

“O trabalho aqui tem sido bem feito. O clube nos dá uma estrutura muito boa. Além disso, a cidade abraçou o basquete e aqui é onde eu posso evoluir da melhor forma como jogador. É uma cidade tranquila, consigo focar no meu jogo, no meu basquete, moro perto do ginásio, tenho uma facilidade de conseguir ir andando para tudo, treinos, jogos…. Estou muito bem adaptado aqui e isso também me levou a continuar aqui”, conta.

Pelo que vem mostrando desde que chegou ao clube, talento não falta. O foco está totalmente no Mogi das Cruzes e, com uma boa equipe, Gerson tem total entrosamento com os companheiros. Se as coisas seguirem desta forma, o pivô será lembrando por muitos e muitos anos pela torcida mogiense.


O início de Matheus Dalla no São José não poderia ser melhor. Logo na primeira competição que disputou pela equipe, o Campeonato Paulista, o ala foi campeão e teve boa participação ao longo da campanha. Para muitos, o título joseense, que não vinha desde 2012, é um presságio de que coisas melhores estão por vir. O atleta da All Sports Agency, no entanto, contém a euforia e alerta para as dificuldades que a equipe possa ter pela frente.

A estreia no NBB já tem data para acontecer. O São José inicia sua trajetória na competição dia 4, fora de casa, contra o Vitória-BA. Embora nunca tenha conquistado o campeonato, dentre as equipes que nunca venceu, a joseense é a que chegou perto mais vezes, com vice em 2011-2012, 3º lugar em 2013-2014 e 4º em 2012-2013. Para Matheus, a pressão em vencer o NBB será ainda maior após o título do Campeonato Paulista.

“Meu começo aqui é ótimo. Não poderia ser melhor. O Paulista é um título que devemos comemorar muito, mas, como fomos campeões, entraremos no NBB mais pressionados. Quem vier jogar com a gente vai entrar com mais força para tentar nos desbancar. Precisamos ter cuidado com isso, manter a linha trabalho e aumentar ainda mais a dedicação”, alerta.

Apesar das ressalvas, pressão parece não ser muito problema para Matheus Dalla. A oito segundos da final com o Mogi das Cruzes, o ala do São José ficou com um rebote após arremesso de três do adversário, avançou e sofreu a falta. Apesar de toda a torcida adversária contra, o atleta mostrou tranquilidade, converteu os dois lances livres e praticamente garantiu o título joseense.

“Foi bem complicado. Faltava muito pouco para acabar e era uma situação de pressão muito grande, pois estávamos jogando fora de casa. Felizmente, consegui manter a tranquilidade para fazer o que tínhamos treinado todos os dias, não ouvi a torcida e nem nada e foquei só em mim. Mas, ainda bem que as bolas entraram”, conta.

Na temporada anterior, atuando pelo Limeira, Matheus Dalla teve as seguintes médias por jogo durante a temporada o NBB: 5,71 pontos, 1,51 rebotes, 0,57 assistências e 17 minutos em quadra. O ala foi semifinalista da competição e da Liga Sul-Americana, além de vice do Campeonato Paulista. Os números são bons, mas o camisa 6 da equipe de São José acredita que eles podem ser ainda melhores e dá motivos para isso.

“Vejo que no São José tenho mais espaço para jogar, tenho uma liberdade ofensiva. No Limeira era outro sistema, mas padronizado, tínhamos que seguir sempre o que o treinador pediu. Aqui, o time tem mais jogadas para chutadores, que é uma característica minha, e consigo desenvolver um pouco mais do meu estilo”, compara.

Como todo esportista em ascensão, Matheus é alvo de comparações. Em 2012, quando participou de um período de treinos com a Seleção Brasileira que ia disputar a Olimpíada de Londres, o ala foi apontado por Marcelinho Machado, ala/armador do Flamengo, como seu sucessor. Apesar de ter somente 24 anos, três anos depois o atleta joseense já tem mais rodagem e diz se sentir honrado pelos elogios, mas fala em fazer o próprio nome.

“Foi uma honra ter sido comparado com o Marcelinho. Acho que era pela semelhança entre os estilos de jogo. Mas, quero fazer o meu nome e ser reconhecido como ele. Espero acabar com esse rótulo de promessas para virar uma realidade”, projeta.

Com um título em poucos meses, a sorte parece estar ao lado de Matheus Dalla. Já foi provado que o nervosismo não atrapalha e, segundo o próprio ala, a liberdade dele para jogar é maior hoje. Se mantiver o ritmo e todos estes aspectos seguirem assim, o atleta joseense é que será referência para comparações no futuro.


O Bauru é o atual campeão da Liga das Américas, vice da Copa Intercontinental e vice do NBB. Vestir a camisa da equipe tem um grande peso, mas para quem foi o primeiro reforço da temporada, a carga é ainda maior. Esse é o caso de Leo Meindl. Após bela campanha pelo Franca, que levou o time até as quartas de final do NBB 7, a diretoria bauruense não mediu esforços para contratar o ala. Sem se importar muito com a pressão, o atleta da All Sports Agency parece já ter encontrado a receita para corresponder bem às expectativas.

Em evidência pelas conquistas recentes, o Bauru foi convidado a participar da pré-temporada NBA e fez dois jogos nos Estados Unidos, diante de New York Knicks e Washington Wizards. No duelo contra a equipe da capital norte-americana, Meindl saiu do banco de reservas e foi o cestinha da equipe bauruense, com 17 pontos, além de pegar sete rebotes. O ala lembra com carinho da partida e sonha em repetir um desempenho como o daquela noite no NBB.

“Sabia do interesse do Bauru e estava preparado. Claro que a responsabilidade é maior por ser o primeiro reforço, mas eu até gosto disso, trabalho bem sob pressão. Me sinto bem aqui desde o primeiro jogo e tive uma experiência inesquecível contra uma equipe da NBA. Entrei muito focado e, mesmo saindo do banco, aproveitei muito bem a oportunidade. Foi demais. Quem sabe não consigo repetir um desempenho desses de NBA por aqui?”, destaca.

Jogos entre equipes do Brasil e times dos Estados Unidos ou da Europa funcionam como um nivelamento do basquete brasileiro. Como todo jogador jovem, Leo Meindl sonha em jogar por gigantes da NBA e do Velho Continente. O ala revela que o principal motivo que o levou a acertar com o Bauru foi a possibilidade de enfrentar equipes deste nível e fala que retribuir a oportunidade com títulos.

“Acertei com o Bauru muito também por esses jogos (da pré-temporada da NBA e contra o Real Madrid, pela Copa Intercontinental). Para minha evolução, sei o quanto é importante fazer jogos de cunho internacional e, como o Bauru é uma equipe forte, que está sempre chegando, tenho certeza que vai me ajudar muito. A forma que eu tenho de retribuir e me esforçando nos treinos e nos jogos para ajudar o time a conquistar títulos”, revela.

Apesar de um ano de conquistas, o Bauru também conviveu com o quase na temporada passada. No NBB, por exemplo, a equipe ficou com o vice após ser derrotada pelo Flamengo. Mesmo sem ter feito parte disso, Leo Meindl só pensa em ser campeão.

“O Bauru foi campeão de quase tudo ano passado. Esse ano, eu vim para cá para ser campeão. Eu já tinha jogado com praticamente todo mundo antes de chegar, em Jogo das Estrelas, Seleção… E me sinto super bem. Acho que o time está muito forte e vamos brigar por conquistas essa temporada”, enfatiza.

Leo Meindl já viveu muita coisa na carreira. Aos 22 anos, o ala já conquistou medalha de ouro em Pan-Americano com a Seleção Brasileira, em julho, no Canadá, e é tido como uma das grandes promessas do basquete brasileiro. Mantendo os pés no chão, o atleta diz que não há mistérios para o sucesso no esporte.

“Não tem nenhum mistério para ter sucesso. Basquete é trabalho. Claro que, há uma diferença física das equipes do Brasil para os europeus e norte-americanos, mas tecnicamente, não é muito longe. Se o trabalho for sério, treinos bem feitos e com boa preparação, chegamos aonde queremos”, afirma.

Apesar da pouca idade, Leo Meindl parece saber exatamente o que quer. Ao dar a receita para o sucesso, o ala mostra ter encontrado a fórmula para o sucesso. Se conseguir pôr em prática, tem tudo para alcançar o êxito nos objetivos.


Lesões fazem parte da carreira de todos atleta de alto nível. Na temporada passada, Duda Machado tinha expectativas de ser um dos principais nomes do Rio Claro Basquete, mas um problema no punho esquerdo o forçou a ficar fora de boa parte do NBB 7. Totalmente recuperado, o atleta da All Sports Agency acertou com o Basquete Cearense e tem ótimas expectativas para a temporada 2015-2016.

Duda enumera os motivos para acreditar em sucesso pela nova equipe. O primeiro é o tempo de preparação maior do que na temporada anterior. Foram quatro meses de preparação, incluindo amistosos de alto nível contra o atual campeão do NBB, Flamengo, clube pelo qual o armador viveu grandes momentos. O segundo, e não menos importante, é o comando de Alberto Bial, velho conhecido de Duda.

“Estamos trabalhando da melhor forma possível e imagino uma temporada muito boa. Ano passado, cheguei em cima da hora no Rio Claro e não tive muito tempo. Aqui, já estou há quatro meses e consegui evoluir muito na adaptação. Além disso, estou tendo a oportunidade de trabalhar novamente com o Bial. Ele foi o meu primeiro treinador, eu tinha 17 anos e ele me pegou no infanto-juvenil do Fluminense e levou para o profissional. Sempre me dei muito bem com ele e, desta vez, continua sendo ótimo esse contato. Me ajuda muito no dia a dia”, destaca.

A preparação da equipe vem sendo muito boa. De dez amistosos, o Basquete Cearense venceu oito. Nos dois últimos, diante do Flamengo, a equipe perdeu o primeiro, por 68 a 58, na última sexta-feira, mas saiu com a vitória no segundo, por 85 a 82, neste domingo. No triunfo sobre o Rubro-Negro, Duda foi cestinha e grande destaque da partida, com 32 pontos. O armador destaca que os duelos foram bons testes de nivelamento para a equipe.

“Vejo que a preparação está perfeita. A diretoria está nos proporcionando uma bela estrutura, bons jogos e, com isso, podemos ver como estamos para entrar no NBB. Desses dez amistosos, ganhamos oito e foi muito bom. Sabemos o que está sendo bem feito e, principalmente, o que é preciso melhorar para entrar 100% na nossa estreia, diante do Mogi das Cruzes”, afirma.

Armador de ofício, Duda se destaca pelas características ofensivas em quadra. Aos 33 anos e chegando agora em uma nova equipe, ele garante que se sente livre para fazer o seu jogo no Basquete Cearense. Isso acontece pelo estilo “moderno” de Alberto Bial.

“O Bial me dá muita liberdade para jogar esse jogo mais solto, que eu gosto muito, e estou me sentindo bem livre para jogar. O Bial busca um estilo de basquete moderno, buscando o ataque e deixando os jogadores mais soltos. Na NBA, todos jogam assim. E ele é um técnico com experiência e sabe passar isso para nós da melhor forma possível”, conta.

Com dois títulos de NBB pelo Flamengo, 2008-2009 e 2012-2013, Duda mantém os pés no chão ao falar sobre a possibilidade de conquista da competição. O amador, no entanto, destaca o desejo de todos do Basquete Cearense em levantar a taça ao fim da temporada.

“É cedo para falar em título e projetar algo desse tipo, mas posso falar que vamos brigar. A equipe está super motivada e todos querem brigar por um algo a mais. Vejo que isso fortalece o time e aumenta as nossas chances no NBB”, pondera.

A lesão de Duda está curada. O técnico o conhece bem, entende e só ajuda. A motivação está lá no alto e as expectativas são as melhores possíveis. Desse jeito, será difícil segurar o armador nesta temporada.


Mogi das Cruzes e São José travaram uma verdadeira batalha na decisão do Campeonato Paulista. No último jogo da série de três, o mogianos mandaram o jogo no Gisário Hugo Ramos por terem feito melhor campanha na competição. A equipe joseense, no entanto, ignorou a pressão dos cerca de cinco mil presentes nas arquibancadas, conseguiu virar o placar a oito segundos do fim e ficou com a taça, com vitória por 89 a 86.

Para garantir o título, o São José contou com uma atuação inspirada do ala/armador Pedro, que foi o cestinha da partida com 26 pontos. O camisa 12 contou ainda com o auxílio de outros dois clientes atletas também clientes da All Sports Agency, do armador Jamaal Smith, que anotou 23 pontos, e do ala Matheus Dalla, que marcou 14. Os alas Arthur e Gustavo entraram no decorrer da partida para ajudar a melhorar a saída de bola e marcar.

Do lado do Mogi das Cruzes, do técnico Paco Garcia, outros três clientes da All Sports Agency não deram vida fácil aos campeões. O ala/pivô Tyrone Curnell deixou a equipe na frente do placar diversas vezes com ótimas bolas de três e marcou três pontos. Já os pivôs Gerson e Wagner tiveram bom aproveitamento nas assistências.

Assim como no primeiro (vitória do São José por 81 a 79) e no segundo (triunfo mogiano por 81 a 68) jogo da série, o duelo começou equilibrado. Na metade do período, o São José vencia por 11 a 10, graças a mão quente de Jamaal, mas a boa atuação de Tyrone mantinha o Mogi vivo. O quarto acabou com 19 a 18 para os joseense. Na segunda etapa, o técnico Paco Garcia pediu mais capricho nas bolas de três e a equipe do Mogi virou ao encaixar bons arremessos neste fundamento, fechando em 40 a 38.

Na volta do intervalo, o São José entrou em quadra mais atento e Matheus Dalla começou a aparecer. Logo nos primeiros minutos, o ala acertou duas cestas de três e conseguiu abrir vantagem de seis pontos. O Mogi ensaiou uma reação nos dois últimos minutos, mas o quarto terminou em 64 a 61. O último período foi o mais disputado. Se Jamaal marcava de três para o São José, o Mogi respondia com Filipin na mesma moeda. Com 5 minutos no relógio, os donos da casa venciam por 73 a 72, mas os joseenses mantiveram o foco e fizeram 78 a 73 graças os belos pontos da dupla Jamaal e Pedro a 3 minutos do fim.

O relógio anunciava dois minutos para o fim e o placar estava em 78 a 78. As equipes passaram a acertar bolas de longa distância e o jogo ficou dramático. No minuto final, a diferença de um ponto de frente trocou de lado três vezes. Até que, com o São José vencendo por 85 a 84, com 8 segundos por jogar, Larry errou o chute de três e Matheus Dalla conseguiu pegar o rebote. O ala sofreu a falta e anotou os dois lances-livres para os joseenses. Na sequência, o Mogi conseguiu marcar dois pontos e a diferença voltou a ser de apenas um ponto para as equipes.

Com a bola em posse do São José, a seis segundos do fim, Pedro sofreu falta e converteu os dois arremessos, confirmando a vitória por 89 a 86 e garantindo o quinto título paulista dos joseenses, que não conquistavam a competição desde 2012.

Agora, as duas equipes se concentram no NBB. A estreia no São José é diante do Vitória-BA, no próximo dia 4, e o Mogi das Cruzes encara o Basquete Cearense, no mesmo dia.


Final de campeonato é sempre emocionante. A do Campeonato Paulista de basquete desta temporada, no entanto, promete ter um algo a mais. Nos confrontos entre o Mogi das Cruzes e o São José na competição cada clube tem duas vitórias. As equipes fizeram valer o mando de quadra e venceram as partidas ao lado de suas torcidas. Durante a chave de classificação, os joseenses ganharam dos mogianos por 92 a 87 e perderam no Hugão por 77 a 74. No primeiro jogo da final, levaram a melhor em São José por 81 a 79. Sábado passado, o Mogi devolveu a derrota com um 81 a 68 e empatou a série. Com 1 a 1 na série, a batalha final será neste sábado, às 14h45, no Ginásio Hugo Ramos.

A partida marcará um encontro entre clientes da All Sports Agency. Pelo lado do São José estão os alas Matheus Dalla, Arthur e Gustavo, o armador Jammal Smith e o ala/armador Pedro Teruel. No Mogi das Cruzes, além do técnico Paco Garcia, a equipe conta com os pivôs Gerson e Wagner e o ala/pivô Tyrone Curnell.

Os águias do São José já foram campeões paulistas em quatro oportunidades, 1980, 1981, 2009 e 2012. Já os mogianos conquistaram a competição apenas uma vez, em 1996, e estão em busca do segundo título.

Após três anos sem disputar a final do Campeonato Paulista, o São José conquistou a vaga com um 3 a 1 na série de cinco diante do Rio Claro. O Mogi das Cruzes teve um pouco mais de trabalho na semifinal e avançou após alcançar um 3 a 2 na série de cinco. Os mogianos não conquistavam uma vaga na final desde 2003. Há jejum dos dois lados e muita vontade de levantar a taça. Quem será que leva o título para casa?