A última rodada do NBB em 2015 foi disputada nesta terça-feira, com sete jogos. Os destaques ficaram para a emocionante vitória do Flamengo sobre o Mogi das Cruzes, por 79 a 77, e os tropeços dos líderes Paulistano e Bauru. Quem gostou foi o Rubro-Negro carioca, que encostou ainda mais na briga pelo topo da tabela e aumentou a distância para o quarto colocado.

Jogando no Tijuca Tênis Clube, uma de suas casas, o Flamengo ficou na liderança na maior parte do tempo, mas o Mogi não saía da cola e a diferença chegou na casa dos dígitos apenas em uma oportunidade, rapidamente, durante o terceiro quarto, com o placar em 60 a 50. No último período, com grande contribuição da dupla All Sports Agency mogiana, Tyrone Curnell (15 pontos) e Gerson (13), a equipe do interior paulista reagiu e virou o jogo para 75 a 73.

Com dois minutos para o fim, o Rubro-Negro conseguiu se equilibrar na defesa, com a ajuda de Marquinhos, que pegou dez rebotes, e virou o placar. Em vantagem, o time mandante soube administrar o resultado, aproveitou a força da arquibancada e fechou a vitória em 79 a 77.

Força de Franca

Líder do NBB com apenas uma vitória até então, o Paulistano recebeu o Franca no Ginásio Antônio Prado Jr.  Mesmo fora de casa, a equipe francana dominou as ações no primeiro quarto e, para isso, contou com a mão calibrada de Isaac, cliente da All Sports Agency, – três acertos em três tentativas nos arremessos de três –, e terminou o período com vitória parcial por 25 a 18.

No decorrer da partida, o Paulistano tentou impor seu ritmo de jogo, principalmente pelas mãos de Gemerson, que marcou 18 pontos, mas o adversário fazia uma noite próxima da perfeição, com pouquíssimos erros, e seguiu na frente até o fim. O principal nome do jogo foi Bruno Irigoyen, também cliente All Sports. O ala foi o cestinha, com 21 pontos, e chamou a responsabilidade para si no último quarto, convertendo dez pontos e garantindo a vitória por 84 a 79.

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Consistência Sorocabana

Quem garantiu um fim de ano um pouco melhor foi o Liga Sorocabana. A equipe conseguiu emplacar a terceira vitória na temporada e diante do Bauru, segundo colocado do NBB. Com o armador Ricardo Fischer, cliente da All Sports, inspirado (marcou 21 pontos e deu 5 assistências), a equipe bauruense terminou atrás do placar nos três primeiros quartos, mas conseguiu uma reação impressionante no último período. A 17 segundos do fim, os sorocabanos venciam por 81 a 78 e o Bauru teve a chance de empatar e levar o jogo para prorrogação com um arremesso de três pontos, mas não foi convertido.

No rebote, Chupeta, cliente da All Sports, ficou com a bola e passou rapidamente para Neto. O armador sofreu a falta, converteu os dois lances livres e fez a equipe se distanciar no placar. Com a vitória por 84 a 80, a equipe sorocabana segue sonhando com a possibilidade de disputar os playoffs do NBB.

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O Novo Basquete Brasil pausa para as festas de fim de ano e retorna no dia 8 de janeiro. A 15ª rodada, aliás, separa duelos que prometem, como a reedição da final do Campeonato Paulista, entre Mogi das Cruzes e São José, que conquistou o título estadual.


Apenas dois times são campeões do NBB: Flamengo, com quatro títulos, e Brasília, com três. Por isso, sempre que eles se enfrentam, não falta emoção. Na noite desta quita-feira, o ginásio Nilson Nelson recebeu mais um clássico dos campeões e o Rubro-Negro, que conquistou a última edição do Novo Basquete Brasil, levou a melhor após um segundo quarto espetacular e venceu por 94 a 85. Esta, aliás, foi a quinta vitória seguida dos cariocas no confronto.

No retorno ao Brasil após a conquista da Liga Sul-Americana, o Brasília foi muito festejado por sua torcida e soube aproveitar o apoio no primeiro quarto, que venceu por 29 a 20. O Flamengo, por sua vez, não se intimidou e, com grande atuação de Marquinhos, cliente da All Sports Agency e cestinha do Rubro-Negro no jogo, com 19 pontos, fez um segundo período sensacional, marcando dez pontos seguidos, virando o placar para 30 a 29, e foi administrando a vantagem até o intervalo, com 48 a 44.

Quando as equipes retornaram para o terceiro quarto, pouca coisa mudou no Flamengo e o protagonista continuou sendo Marquinhos. A equipe do Brasília não deixava o adversário se distanciar muito no placar. Porém, o ala e camisa 11 rubro-negro acertou uma cesta de três no último segundo e o Fla ficou com oito pontos na frente: 68 a 60. No último período, a equipe candanga voltou no espírito do tudo ou nada e passou a arriscar mais. As investidas ofensivas até tiveram bons resultados, principalmente pelas mãos de Jefferson Campos, que marcou 15 pontos, mas não foram suficientes e o atual campeão do NBB ainda pontuou mais, com 26 contra 25 do time da casa, e fechou a vitória por 94 a 85.

Com o oitavo triunfo em 11 partidas, o Flamengo segue brigando na parte de cima da tabela, na terceira colocação. Já o Brasília teve a quarta derrota em oito jogos e caiu para sexta colocação. Vale lembrar que a equipe da capital federal teve jogos adiados por conta da disputa da Liga Sul-Americana.

Já neste domingo, às 17h (horário de verão de Brasília), o Flamengo volta a entrar em quadra e recebe o São José, no Ginásio Hélio Maurício. O Brasília retorna somente na terça-feira, quando vai encarar o Rio Claro, no Felipe Karam.

 


O São José conseguiu o que ninguém havia feito ainda: derrotar o Paulistano, que tinha 100% de aproveitamento nos oito primeiros jogos do NBB. Jogando em casa, no Lineu de Moura, a equipe do interior paulista teve grande atuação e venceu por 83 a 77. Os representantes da All Sports Agency no elenco joseense foram importantes para o triunfo.

Após perder algumas partidas para resolver problemas nos Estados Unidos, o armador Jamaal Smith voltou bem, jogou por 23 minutos e marcou 13 pontos. O ala-armador Pedro Teruel, por sua vez, anotou 11 pontos e ainda contribuiu com duas assistências. A atuação de Matheus Dalla foi, talvez, a mais importante para o time. No terceiro quarto, o Paulistano chegou a estar vencendo por 46 a 40, mas os joseenses reagiram e, com 11 pontos em 11 tentados, o ala virou o marcador e levou a equipe a chegar com vantagem de seis pontos no último período.

Nos minutos finais da partida, quando a vitória do São José parecia encaminhada, o Paulistano mostrou porque ainda não havia perdido neste NBB. A equipe reagiu e conseguiu deixar o placar empatado em 70 a 70. Logo em seguida, a equipe da casa conseguiu fazer cinco pontos em dois ataques e foi administrando a vantagem até o fim.

Esta foi a quarta vitória do São José em nove jogos nesta temporada, que dá 44,4% de aproveitamento. Quem agradeceu bastante a vitória joseense foi o Bauru, que assumiu com nove vitórias em dez jogos (90% de aproveitamento) e que assumiu a liderança da competição. Com a primeira derrota em nove jogos, o aproveitamento do Paulistano caiu para 88,8%.

Nesta quinta-feira, às 20h, o São José recebe o Liga Sorocabana, às 20h. O Paulistano, por sua vez, volta a jogar em casa, no Antonio Prado Junior, e recebe o Mogi das Cruzes, às 19h.


Diferentemente de Caxias do Sul de Vitória-BA, o Basquete Cearense não está disputando o seu primeiro NBB. A equipe de Fortaleza, entretanto, passou por uma reformulação grande no elenco e até no uniforme para a temporada 2015-2016. O verde, usado no NBB7, deu lugar ao vermelho, assim como nos primeiros anos de fundação do clube. Já na equipe, uma das apostas que chegou para ajudar no novo projeto foi o conhecido e experiente ala-armador Duda Machado, de 33 anos, bicampeão do Novo Basquete Brasil com o Flamengo em 2008-09 e 2012-13.

Apesar da boa vitória em casa diante do Mogi das Cruzes, o Basquete Cearense mais perdeu do que venceu: são cinco derrotas e quatro triunfos. Duda, cliente da All Sports Agency, reconhece os erros, mas destaca que aconteceram na hora certa e que a equipe tem condições para consertá-los.

“Nossa participação no NBB é como esperávamos. É um campeonato muito equilibrado, sabíamos que seria assim. Vencemos o primeiro jogo em casa contra um time forte, mas cometemos deslizes que não esperávamos. Perdemos oportunidades boas de estar um pouco mais para cima na tabela, mas estamos vendo esses erros que cometemos para trabalhar em cima deles e a ideia é que não aconteçam mais. Tento sempre ver o lado positivo das coisas e isso é bom. Como aconteceu agora, teremos tempo para trabalhar e chegar ajustado na reta final para, se Deus quiser, colocar a equipe nos playoffs”, destaca.

Um fundamento que sempre foi uma das características marcantes de Duda é o arremesso de três pontos. Com média de 2,78, a terceira melhor da competição, o ala-armador destaca as melhoras que acontecem com o passar dos anos de dedicação aos treinos e jogos e divide os louros com os companheiros de equipe e o técnico Alberto Bial. A ajuda, segundo o atleta, vem não só nas condições para jogar, mas também na força mental.

“É uma característica minha. O Bial sabia disso, me conhece muito bem e sabe que gosto de jogar arriscando mais, forçando até algumas bolas, mas acho que com a idade a gente vai aprendendo a escolher melhor os arremessos, as situações, e o time sabe que é uma característica minha. Eles me passam muita confiança e isso me dá mais tranquilidade para que possa acertar os arremessos”, afirma.

O pensamento em não remoer os erros e tentar consertá-los está certo. Pela raça que mostrou em quadra nessas nove primeiras rodadas de NBB, não falta força de vontade ao Basquete Cearense. Por isso, não há motivos para duvidar que a equipe terá mais vitórias na sequência da competição.

 


O primeiro jogo, na capital federal, foi sofrido, mas o Brasília conseguiu a vitória diante do San Martín de Corrientes. O roteiro da partida de volta foi parecido e, com novo triunfo dramático, por 82 a 79, a equipe brasileira foi campeã da Liga Sul-Americana, pela terceira vez em sua história. O trio da All Sports Agency, formado pelo ala-armador Jefferson Campos, o ala-pivô Pilar e o pivô Ronald, teve grande participação na campanha do título.

Com mais de 23 minutos em quadra, Jefferson Campos, inspirado principalmente nas jogadas de ataque, ajudou a equipe candanga com nove pontos em duas assistências. Ronald, por sua vez, pegou dois rebotes e também anotou nove tentos para o Brasília. Já Pilar foi um verdadeiro leão na defesa. Com muita fala, o ala-pivô deu três tocos e ainda conseguiu apanhar seis rebotes.

O Brasília teve um péssimo começo de partida e chegou a estar perdendo por 15 a 3. Após um pedido de tempo do técnico José Carlos Vidal, a equipe voltou mais ligada, passou a roubar mais bolas na defesa. Assim, a equipe conseguiu encostar no placar e terminou os primeiros dez minutos de jogo perdendo por um ponto: 17 a 16. Com menos de um minuto do segundo quarto, os brasilienses passaram à frente no placar. Apesar dos lampejos de reação do San Martín, a equipe brasileira conseguia neutralizar as ações ofensivas do adversário sem muita dificuldade. Com mais inspiração no ataque, o Brasília fechou o período em 42 a 35.

No terceiro quarto, a diferença de sete pontos no placar foi ficando para trás e o San Martín de Corrientes encostando. Com o Brasília desnorteado em quadra, o placar chegou a ficar empatado em 51 a 51. Após mais um pedido de tempo do treinador, o Brasília voltou melhor e conseguiu encaixar uma sequência de três bolas de três pontos, com menos de um minuto para o fim, que fizeram com que o placar ficaasse 60 a 53 para a equipe brasileira.

Nos últimos dez minutos de jogo, o Brasília entrou muito ligado e disposto a vencer para garantir o título e evitar a realização da terceira partida. O cansaço das duas equipes, no entanto, começou a aparecer e deixava claro que a partida estava totalmente indefinida. A menos de 15 segundos para o fim da partida, a equipe brasileira teve dois lances livres à disposição e converteu apenas um, ficando na frente do marcador com 79 a 76. Na saída de bola, o San Martín teve uma bola de três pontos, nas mãos de Matías Lescano, que sofreu falta no ato do arremesso e teve o direito a três lances livres. Lescano converteu os três e empatou a partida a menos de 6 segundos para o fim. Em jogada que saiu da lateral da quadra, Guilherme Giovannoni encontrou Deryk Ramos, que tinha cometido a falta que resultou no empate do adversário, livre para acertar um preciso arremesso de três pontos e garantir a vitória por 82 a 79 e o terceiro título sul-americano do Brasília.


O retorno de Olivinha estava previsto apenas para esta quinta-feira. Porém, o ala-pivô acabou jogando na última terça-feira, por conta de uma febre de Rafael Mineiro. Totalmente recuperado de um edema ósseo na fíbula da perna direita, o atleta do Flamengo não reclamou da mudança e conseguiu entrar em quadra novamente após quatro semanas afastado pelo problema, ainda no primeiro quarto da partida contra o Caxias do Sul, no Ginásio Hélio Maurício, na Gávea, sede do Rubro-Negro.

Nos 11 minutos 26 segundos que esteve em quadra, Olivinha ajudou com quatro rebotes e uma assistência na sexta vitória do Flamengo em oito jogos neste NBB, por 93 a 51. A condição física no retorno é superior a que ele imaginava. Isso o enche o atleta da All Sports Agency de orgulho e faz com que se mantenha focado em aprimorar o condicionamento ainda mais.

“Fiquei sabendo que ia jogar em cima da hora, pelo problema do Mineiro, e foi uma surpresa pra mim. Estou feliz porque esperava aguentar jogar só uns cinco minutos, mas consegui ainda mais e conquistamos uma ótima vitória. Ainda estou sem ritmo e preciso manter o mesmo empenho. Vejo uma sequência de campeonato difícil pela frente, mas sabemos do potencial e da qualidade de nossa equipe e vamos trabalhar bastante para que tudo dê certo”, afirma.

Nesta quinta-feira, às 20h, no Hélio Maurício, o Flamengo recebe o Pinheiros. A tendência é que Olivinha jogue por mais tempo nessa partida para pegar ritmo de jogo. A equipe paulista, por sua vez, vem de derrota para o Macaé, por 101 a 97, e chegará ao Rio de Janeiro pensando em se reabilitar, o que faz com que o ala-pivô peça atenção ao time rubro-negro.

“Temos a consciência que o Pinheiros será um adversário mais difícil que o Caxias. Eles estão vindo de derrota e vão tentar, a qualquer custo, vencer na nossa casa. Precisamos entrar ligados. Cabe a nós, jogando diante da nossa torcida, fazer um bom jogo para garantir a vitória, evitar qualquer tipo de problema e manter o bom momento que estamos vivendo no campeonato”, destaca.

Contusões e lesões fazem parte da carreira de todos os atletas de alto nível. É fundamental ter muita força de vontade para retornar ao ritmo e forma física ideal. Com Olivinha, desde o início do edema, a dedicação esteve no nível máximo e, com o retorno às quadras, só aumentou. Por isso, a tendência é que nada disso mude com o passar do tempo e o Flamengo e o próprio ala-pivô só têm a ganhar.


Apesar de ter somente 23 anos, o pivô Ronald pode se orgulhar de uma coisa: já conquistou títulos muito importantes na carreira. Revelado pelo Brasília, o atleta de 2,07m já conquistou Liga das Américas, em 2008-2009, três edições do NBB, 2009-2010, 2010-2011, 2011-2012, e a própria Liga Sul-Americana, em 2010 e 2013. O título nesta temporada, no entanto, teria um sabor mais especial, pois, na condição de titular, tem uma participação maior. Por isso, nem passa pela cabeça dele a possibilidade de deixar a vitória escapar para o San Martín de Corrientes, na noite desta quarta-feira, às 22h15, no ginásio Fortín Rojinegro, na Argentina. Em caso de revés brasileiro, o campeão será definido em jogo no dia seguinte, na mesma hora e local.

Na primeira partida, que terminou com vitória sofrida do Brasília, no tempo extra, por 94 a 92, Ronald viveu uma grande noite. Com mais de 35 minutos em quadra, o cliente da All Sports Agency marcou 13 pontos e conseguiu pegar nada menos que 12 rebotes. Para o jogo desta noite, o camisa 6 da equipe brasiliense garante que o foco será o mesmo.

“Está todo mundo muito focado, estudando o adversário, vimos vários vídeos dos jogos deles… Essa vitória em Brasília foi muito importante para manter a equipe motivada e acho que vamos entrar com mais força e mais garra para evitar um terceiro jogo e garantir o título logo. Estou muito ansioso para jogar logo e ver o que vai dar. Vou dar o meu máximo porque quero muito ganhar esse título. Será muito especial por ser o primeiro como titular absoluto, com participação maior minha. Nos outros títulos, eu jogava dez minutos, era banco… Mas agora é diferente e quero levantar essa taça”, destaca.

Outra grande ajuda que o Brasília teve no primeiro jogo foi da torcida. Com o ginásio da Asceb completamente lotado, o público brasiliense apoiou a equipe do início ao fim e ajudou a incendiar a partida na prorrogação, fazendo com que o ímpeto ofensivo do time da casa foi maior. Nesta quarta-feira, entretanto, o clima será bem diferente, pois a equipe brasileira estará em situação totalmente oposta. A estratégia de Ronald é deixar o foco somente dentro da quadra.

“A torcida teve um papel fundamental na nossa casa, mas nesse jogo da volta não teremos o apoio deles e temos de entrar em quadra e esquecer tudo o que estiver ao redor de nós. Sabemos que será uma pressão muito grande, como a nossa torcida fez no jogo da ida, mas estaremos do outro lado e não podemos deixar isso atrapalhar. Como eu falei, estão todos muito focados e isso não será um grande problema para nós”, afirma.

Outros dois atletas da All Sports também foram importantes para o Brasília: o ala-armador Jefferson Campos e o ala Pilar. Assim como Ronald, eles foram fundamentais em toda a campanha e mantiveram o bom desempenho na fase semifinal e no primeiro jogo da decisão. Se continuarem com a mão calibrada, os brasileiros têm tudo para vencer esta noite, em partida que terá transmissão ao vivo do Sportv, e garantir o título da competição, que seria o terceiro na história do clube da capital federal.


O Vitória é o primeiro clube baiano a disputar o NBB. Como em toda temporada de estreia, a equipe encontrou dificuldades no começo, mas não está fazendo feio e, as três vitórias nos oito primeiros jogos, já representam o terceiro melhor início de um clube na maior competição de basquete do país, apenas Uberlândia, no NBB 3, e Basquete Cearense, na temporada 2012-2013, foram melhores. Lançado oficialmente há menos de três meses, o Rubro-Negro fez uma parceria com o Grupo de Ensino Universo e o escolhido para o comando técnico foi Régis Marreli, cliente da All Sports Agency. Seduzido pelo desafio, o treinador aceitou o convite e, com a boa surpresa do início, já pensa até em voos mais altos.

As derrotas nas quatro primeiras rodadas, para São José, Mogi das Cruzes, Liga Sorocabana e Paulistano, não desanimaram. Acostumado a aceitar desafios envolvendo a formação de equipes, como no São José, quando ganhou o título do Paulista 2012-2013 (que não era conquistado desde 1981), Régis Marreli sabia que as coisas melhorariam e foi o que de fato aconteceu. O time mostrou grande evolução e emplacou três vitórias seguidas, diante de Minas, Brasília e Macaé. Para o treinador, o crescimento mostra a dedicação dos atletas.

“Recebi um convite para fortalecer o basquete da Bahia e aceitei porque gosto de desafios, de formar equipes e de ensinar. Quando chegamos, o piso ainda era de borracha e, além de não termos feito nenhum amistoso, as condições não eram ideias. Tivemos poucos dias para treinar antes da primeira rodada, pouco menos de três semanas. Mas, em nenhum momento foi problema para o grupo. Todos superaram isso e seguimos assim no NBB. A torcida nos apoiou muito, tem um papel muito importante, mas essa evolução é uma prova do quão focados estão esses jogadores”, destaca.

Apesar de toda a evolução, a série de vitórias da equipe baiana foi quebrada na última rodada, com a derrota para o Flamengo, em casa, por 96 a 70. O revés, no entanto, não abalou a confiança da equipe. Aliás, mesmo diante do atual bi-campeão do NBB, o Vitória teve uma atuação satisfatória e, jogadores como o armador Kojo, mantiveram o bom desempenho. Por tudo isso, os objetivos de Régis Marreli não sofrem alterações.

“A diretoria está dando todo o suporte necessário, a torcida tem nos apoiado bastante, estão gostando muito de basquete por aqui agora e vejo que temos chances de ficar entre os 12 primeiros colocados para chegar aos playoffs. Vejo que esse é o objetivo de todos aqui, os jogadores estão muito focados e acredito que temos condições de chegar às finais”, afirma.

Para esta boa campanha de estreia do Vitória, um trio estrangeiro da All Sports Agency tem sido importante: os armadores norte-americanos Jason Smith e Kojo Mensah e o ala espanhol Alvaro Calvo. Para o treinador do Rubro-Nebro baiano, algo que merece destaque sobre os gringos, além do desempenho em quadra, é o comportamento deles no dia a dia.

“Eu já havia trabalhado com o Alvaro Calvo no São José e sabia como ele era, um grande profissional. Com o Kojo, tive ótimas informações e é um cara que nunca está de cara feia, sempre animado, querendo trabalhar… E o Jason é um especialista, todos os dias vem falar comigo depois dos treinos, sobre estatísticas e como melhorar. Esse grupo todo, aliás, é maravilhoso”, acrescenta.

Como no início, o campeonato não será fácil para o Vitória. Se o empenho e a dedicação continuarem, porém, o objetivo do técnico Régis Marreli tem tudo para ser alcançado.


Na quarta semana do NBB, sete clientes da All Sports Agency brilharam. Na eleição do Time dos Sonhos, que considerou as cinco partidas disputadas entre os dias 25 e 30 de novembro. Quatro jogadores aparecem na primeira equipe: Bruno Irigoyen, do Franca, Tyrone Curnell, do Mogi das Cruzes, Ronald, do Brasília, e Diego Conceição, do Caxias do Sul.

Bruno Irigoyen, teve atuações brilhantes nas vitórias de Franca sobre Brasília, quando anotou 26 pontos, e Caxias do Sul, quando marcou 31. O norte-americano Tyrone Curnell, cestinha da vitória do Mogi das Cruzes sobre o  Rio Claro com 15 pontos, ainda totalizou dez rebotes. Ronald, por sua vez, teve uma boa média de pontos, com 17 contra o Bauru e 16 sobre Franca. Apesar da derrota para Franca, ala-pivô Diego conseguiu se destacar com nove pontos, 13 rebotes e quatro tocos, e aparece como sexto homem da equipe.

Na segunda equipe, o armador Ricardo Fischer aparece bem após a importante vitória do Bauru sobre o Brasília, onde ele marcou 22 pontos e apanhou nove rebotes. Gui Deodato, do Rio Claro, conseguiu aparecer mesmo na derrota para o Mogi das Cruzes, com 18 pontos, e também está no time.  O sexto homem do time é Jefferson Campos, do Brasília, que marcou 17 pontos nas partidas diante de Bauru e Franca.

 


Foi difícil e no tempo extra, mas o Brasília conseguiu o seu objetivo no primeiro jogo: usar o apoio da torcida para derrotar o San Martín de Corrientes e largar na frente na final da Liga Sul-Americana. Com uma bonita festa no Ginásio da AsCEB, totalmente lotado, na noite desta quinta-feira, a equipe brasiliense superou uma diferença de dez pontos aberta no início do quarto inicial e fechou a partida com vitória por 94 a 92.

Assim como ao longo da competição, o trio brasiliense da All Sports Agency, formado pelo ala-armador Jefferson Campos, o ala Pilar e o pivô Ronald, teve boa participação. Com grande atuação na defensa e, principalmente, segurando as investidas de Bolívar, do San Martín, Pilar marcou três pontos e ainda contribuiu com três assistências. Jefferson, por sua vez, anotou 12 pontos e ainda ajudou lá atrás com três tocos. Ronald viveu uma grande noite. Com mais de 35 minutos em quadra, o camisa 6 marcou 13 pontos e conseguiu pegar nada menos que 12 rebotes.

Os argentinos comandaram o primeiro quarto do jogo e terminaram com um preocupante 23 a 13, com grande atuação do ala Jeremiah Wood. Ao sentir as dificuldades dentro de quadra, a torcida brasiliense começou a cantar mais forte e o apoio deu resultado. Mais ligados e rodando a bola, o Brasília contou com grande participação de Jefferson Campos no ataque não teve dificuldades para tomar o comando do jogo e virar o placar. O segundo período acabou com o time da casa vencendo por 39 a 38.

No terceiro quarto, o equilíbrio apareceu. Se o San Martín pontuava nas bolas de três, o Brasília fazia o mesmo e a partida passava a ganhar um ritmo mais emocionante. A equipe brasileira encaixou boas bolas, com grade atuação de Pilar na defesa, controlava as ações do oponente e vivia um momento melhor. Experientes, os argentinos passaram a segurar mais a bola, gastar tempo e frear o adversário. O período acabou empatado em 66 a 66 no que seria apenas a primeira igualdade da noite. Com muita pressão da torcida, as equipes voltaram para quadra disputando cada ponto. Com sete segundos para o fim, Ronald deixou o Brasília com dois pontos de vantagem. Os argentinos, porém, conseguiram um contra-ataque empataram a partida em 84 a 84 no estouro no cronômetro, levando para o tempo extra.

Apesar do cansaço, a disputa por cada bola continuou bastante acirrada. Com menos de dois segundos para o fim, o Brasília conseguiu uma cesta de três pontos e  decretou a vitória por 94 a 92. O próximo jogo da série será disputado em Corrientes, na próxima quarta-feira, às 22h15. A vitória dá o terceiro título da Liga Sul-Americana ao Brasília. Caso o San Martín vença, o terceiro jogo será realizado no dia seguinte, na mesma hora e local.