No Dia da Consciência Negra, é impossível pensar em esportes e não se lembrar dos astros do basquete que superaram qualquer tipo de preconceito para vencer na vida e se tornarem ídolos de fama internacional. E quando se fala da NBA, o que não falta são estrelas que exerçam bem esse papel de exemplo para toda uma sociedade que ainda sofre com o preconceito, mesmo com cada vez mais avanços em todos os campos. Para celebrar este dia, a All Sports Agency resolveu listar, como forma de homenagem, dez grandes nomes, dez históricos jogadores de basquetebol da maior liga do mundo na modalidade.

MICHAEL JORDAN

Ao falar de basquete, seja em qualquer canto do mundo, é impossível não remeter a Michael Jordan. O ala-armador, considerado o maior jogador de basquete de todos os tempos, hoje ainda aparece na NBA, mas como dono da franquia do Charlotte Hornets. Nos tempos de jogador profissional, ficou conhecido, além da habilidade ímpar, pela capacidade de “voar” em quadra, pelo que fazia com a bola no ar, e ganhou o apelido de Air Jordan. Sua facilidade para enterradas sempre lhe rendia convites para apresentações, posteriormente históricas, no All-Star Games (Jogos das Estrelas) da NBA.

Em toda carreira, foi eleito o melhor jogador da temporada regular em cinco oportunidades. Atuou profissionalmente de 1984 a 1998. Retornou às quadras em 2001 até 2003, defendendo o Washington Wizards. Anteriormente, só tinha defendido as cores do Chicago Bulls. Na franquia, conquistou cinco vezes à NBA. Jordan também foi introduzido no Hall da Fama do basquete em 2009.

Michael Jordan também arriscou-se por um ano, em 1993, no Chicago White Sox, equipe de baseball dos Estados Unidos, onde não teve muito sucesso. Jordan é tão relevante para a o mundo que se tornou uma marca própria, braço da Nike, com produtos voltados para o basquete que são um sucesso entre os fãs da modalidade.

O ex-jogador também já participou como estrela de diversas campanhas contra o racismo que foram apresentadas por todo o mundo. Jordan é, e sempre foi, um dos maiores símbolos do esporte mundial e da luta contra o preconceito.

MAGIC JOHNSON

Sem dúvidas, Magic Johnson é o maior símbolo na luta de qualquer preconceito da história do esporte. Um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos, Johnson foi diagnosticado com HIV no início do anos 90 e se tornou atuante na luta contra qualquer tipo de preconceito. Nesta semana, inclusive, deu apoio ao ator Charlie Sheen, que confirmou ser soropositvo também, e quer colocá-lo ao seu lado na briga contra as massas preconceituosas. Nas quadras, o armador foi sucesso com a camisa dos Los Angeles Lakers, única equipe a qual defendeu.

Na seleção norte-americana de basquete, disputou os Jogos Olímpicos de 1992 e conquistou a medalha de ouro junto ao “Dream Team”, o maior time de basquete, quiçá de todos os esportes, de todos os tempos. Em seguida anunciou sua aposentadoria. Nos Lakers, foi cinco vezes campeão da NBA e três vezes eleito o melhor jogador da temporada regular. Ficou marcado pela rivalidade em quadra com Larry Bird, na década de 80, quando o rival vestia a camisa do Boston Celtics. Como efeito de comparação, na década de 80, nenhuma final da NBA não teve ou Johnson ou Bird em quadra.

Fora das quadras, além dos projetos sociais e da luta contra o preconceito racial, Magic Johnson foi apresentador de um talk show nos anos 90 e comanda um conglomerado de empresas, cujo entretenimento são os carros-chefes do legado, que chega a estar avaliado em cerca de 500 milhões de dólares. Além disso, é sócio minoritário dos Los Angeles Lakers e recentemente se juntou ao grupo que adquiriu o time de baseball dos Los Angeles Dodgers.

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WILT CHAMRBELAIN

Na década de 60 ninguém fez tanto sucesso na NBA que nem o pivô Chamberlain. Começou jogando pelos Harlem Globetrotters, uma equipe criada só para negros exibirem seu talento, e de lá foi para a NBA. É o único jogador a ter feito 100 pontos em um só jogo, além de ser o único a manter a média de mais de 40 ou 50 pontos por jogo em uma temporada. Foi eleito em quatro oportunidades o melhor jogador da temporada regular da NBA. Também é o atleta que pegou mais rebote em um jogo só: 55. Chamberlain é conhecido como uma máquina de recordes no basquete.

Assim como muitos outros atletas de basquete dos Estados Unidos, também arriscou-se no cinema e participou do filme Conan, protagonizado por Arnold Schwarzenegger. Faleceu em 1999 aos 63 anos devido em decorrência de um ataque cardíaco.

KAREEM ABDUL-JABBAR

Considerado um dos maiores jogadores da NBA, o pivô Abdul-Jabbar foi um ás no quesito números e recordes. É o maior cestinha da história da NBA, é o jogador que mais vezes foi eleito o melhor da temporada regular, com seis prêmios, além de colecionar diversas conquistas pela seleção norte-americana e nas franquias que atuou, Bucks e Lakers. Também o jogador que mais acertou arremessos da história da NBA. Nascido Ferdinand Lewis Alcindor Jr., mudou de nome no fim dos anos 60, quando se converteu ao islamismo.

Dentro das quadras, ficou conhecido pelos óculos que utilizava de acrílico. Desenvolveu um lançamento à cesta cujo bloqueio é considerado praticamente impossível, o chamado sky hook (“gancho do céu”). Estatisticamente, foi considerado o maior jogador de todos os tempos.

Fora delas, arriscou-se como ator e fez alguns filmes e participações em seriados de TV, principalmente os que abordavam a situação racial, como Um Maluco no Pedaço, protagonizado por Will Smith.

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SHAQUILLE O’NEAL

Do alto de seus 2,16m, Shaq, como é conhecido,é considerado um dos maiores pivôs de todos os tempos do basquete. Desde que foi draftado, em 1992, pelo Orlando Magic, O’Neal atuou profissionalmente no basquete por 19 anos e conquistou diversos prêmios, seja pelas equipes que jogou ou pela seleção de basquete norte-americana. Entre os prêmios conquistados, o de Revelação do Ano em seu primeiro como jogador, além de ser cestinha da NBA nas temporadas de 1995 e 2000. Além do Magic, Shaq atuou pelos Los Angeles Lakers, Phoenix Suns, Miami Heat, Cleveland Cavaliers e Boston Celtics. Entre os títulos do astro do basquete está a medalha de ouro pelo “Dream Team” dos Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta.

Fora das quadras, Shaq fez de tudo. No cinema, participou de 12 filmes ao todo. De 1994 a 2001 foi rapper, gravou cinco álbuns e ganhou disco de platina com o CD intitulado “Shaq Diesel”. O ex-jogador ainda fez curso para se tornar um oficial de polícia.

KOBE BRYANT

Quando o assunto é basquete, da geração mais recente, e ainda em atividade, um dos nomes mais emblemáticos é o do ala-armador, Kobe Bryant. Ele iniciou sua carreira em 1996 nos Los Angeles Lakers, franquia que atua até os dias de hoje. Bryant ficou conhecido ao lado do ex-pivô Shaquille ONeal e treinado por Phil Jackson, quando conquistou a NBA em três oportunidades consecutivas.

Kobe Bryant também está na história da NBA desde 2006. Naquele ano, em uma partida diante do Toronto Raptors, marcou 81 pontos e se tornou o segundo maior pontuador de uma história em um jogo só, atrás somente de Will Chamberlain, que atingiu a marca dos 100 pontos. Além de tudo, Kobe é o maior pontuador de toda a história dos Lakers. Ainda tem em seu hall de conquistas duas medalhas de ouro dos Jogos Olímpicos, em 2008 e 2012, pelos Estados Unidos.

E os recordes de Kobe não param por aí, eleito o melhor jogador da temporada regular em 2007, ele também detém o recorde de maior número de bolas de três acertadas em uma partida só. Foram 12. Nesse mesmo ano, marcou 50 pontos ou mais em quatro partidas consecutivas. Bryant também é voz ativa em diversas campanhas na luta conta o racismo.

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LEBRON JAMES

Se todos os outros citados já tiveram seu auge como jogador de basquete, LeBron James vive isso atualmente. Aos 30 anos, o ala do Cleveland Cavaliers – com uma passagem de quatro anos pelo Miami Heat – ganhou o apelido de King James e não foi à toa, já que é considerado o melhor jogador do mundo na atualidade. Em 11 anos de carreira, já foi eleito o melhor jogador da temporada regular em quatro oportunidades e é conhecido pela fama e riqueza adquirida neste período. LeBron foi campeão da NBA duas vezes, ambas pelo Miami Heat, e tem três medalhas olímpicas com a seleção dos Estados Unidos, sendo duas de ouro (2008 e 2012) e uma de bronze (2004).

Conhecido por defender os interesses contra o preconceito racial, James foi parte importante na campanha presidencial que elegeu Barack Obama como o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Em 2008, doou 20 mil dólares para uma comissão para eleger Obama e reuniu mais de 20 mil pessoas em uma exibição de grandes jogadas em prol da campanha presidencial, no mesmo ano, junto a uma apresentação musical do rapper Jay-Z.

Ainda em 2008, se tornou o primeiro homem negro a aparecer na capa da internacionalmente conhecida revista Vogue, ao lado da top model brasileira Gisele Bündchen. Conhecido pela generosidade e filantropia, fundou sua própria instituição de caridade, denominada LeBron James Family Foundation.

MOSES MALONE

Considerado um dos 50 maiores jogadores de basquete de todos os tempos, recebeu o prêmio de melhor jogador da temporada regular em três oportunidades. Atuou pelo San Antonio Spurs, Milwaukee Bucks, Houston Hockets e Philadelphia 76ers, como franquia de mais destaque. O ala-pivô ainda defendeu outras cinco franquias.

Faleceu neste ano aos 60 anos devido um ataque cardíaco. Diversas homenagens foram feitas para relembrar a memória do ex-jogador, ídolo do basquete norte-amaericano.

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HAKEEN OLAJUWON

Nascido na Nigéria, o pivô Olajuwon se mudou ainda muito jovem para os Estados Unidos e iniciou no basquete. Naturalizou-se norte-americano e defendeu o Dream Team, conquistando a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de 1996. Iniciou no basquete em 1984 defendendo o Houston Rockets, franquia que esteve até 2001, quando foi jogar no Toronto Raptors. Encerrou a carreira dois anos depois. Foi eleito o melhor jogador da temporada regular duas vezes, em 1993 e 1994, mesmas temporadas que conduziu os Rockets ao título.

Está entre os oito jogadores da história da NBA que alcançou uma marca superior de 20 mil pontos na carreira. Também é o segundo maior bloqueador de todos os tempos da NBA.

EARLY-LLOID

Muitos podem não conhecer, mas Early-Lloid é um dos nomes mais importantes da história do basquete. Isto porque, em 1950, ele foi o primeiro negro a disputar uma partida oficial da modalidade nos Estados Unidos, defendendo o Washington Capitals, extinta franquia. Além disso, Early também foi o primeiro negro a conquistar um título da NBA. Em 1955, já atuando pelo Syracuse Nationals venceu a temporada. Em 2003, foi incluído no Hall da Fama do basquete. Lloyd foi técnico dos Pistons de 1971 a 1972. Faleceu em fevereiro deste ano, aos 86 anos.

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A sociedade e a população desenvolvem-se em ritmo acelerado, apresentando novidades e mudanças que nunca se pensaram possíveis. No entanto, é triste notar que algo ainda existe: preconceito racial entre os povos. O esporte costuma correr contra essa maré, por seus princípios de disciplina, igualdade e integração de etnias e classes. No dia de 20 de novembro, quando comemora-se o Dia da Consciência Negra, a All Sports Agency relembra alguns grandes nomes do basquetebol nacional para reforçar que não pode haver nenhum tipo de discriminação, que não há nada mais ultrapassado. Os quatro atletas abaixo trouxeram alegrias inenarráveis ao esporte nacional e merecem lugar de destaque.

Pipoka

Com 2,04 metros, Pipoka fez história no basquete brasileiro. Atuando como ala, participou de três Olimpíadas (1988, 1992 e 1996), quatro Mundiais de Basquete e ainda esteve no histórico Pan-Americano de 1987, quando o Brasil foi campeão em Indianápolis. Em 1991, aos 24 anos, foi contratado pelo Dallas Mavericks, da NBA, sagrando-se assim o segundo jogador brasileiro a atuar na maior liga de basquete do mundo.

No Brasil, Pipoka passou por clubes como São José dos Campos, Palmeiras, Flamengo e Brasília. Após se aposentar, não abandonou totalmente o basquete, sendo assistente técnico do Brasília até 2009 e hoje, aos 52 anos, dá aulas de educação física em uma universidade da capital federal.

Gerson Victalino

Revelado pelo Ginástico (MG), Gerson Victalino é considerado um dos maiores pivôs da história do basquete brasileiro. Participou de três olimpíadas consecutivas, Los Angeles (1984), Coreia do Sul (1988) e Barcelona (1992) e fez parte da histórica medalha de Ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis. Além disso, foi campeão de três Sul-Americanos, em 1984, 1985 e 1988.

Além de atuar no Brasil, Gerson fez carreira na Europa, quando atuou pelo TDR, da Espanha. No basquete brasileiro, defendeu clubes como Monte Líbano, Sport, Remo e Corinthians, onde conquistou o Brasileiro de 1996. Hoje, aos 55 anos, integra a Seleção Brasileira de Master e é gerente em uma loja especializada em gesso.

Josuel dos Santos

Com 2,08m de altura, Josuel defendeu a Seleção Brasileira por dez anos. O pivô participou de duas Olimpíadas (Barcelona-1992 e Atlanta-1996), três pré-olímpicos (1992, 1995 e 1999), dois mundiais (1990 e 1994), e conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americano de Winnipeg (Canadá-1999), bronze em Mar del Plata (Argentina-1995) e duas medalhas de ouro em Sul-Americanos (1993 e 1999).

No Brasil, atuou por clubes como Franca, Rio Claro, Corinthians, Flamengo, Vasco e Bauru e conquistou quatro brasileiros (1993, 1995, 2002 e 2005). Em abril deste ano, voltou ao Bauru na condição de auxiliar técnico para realizar, junto ao time principal e categorias de base, trabalhos específicos da posição e hoje, aos 45 anos, segue com o basquete em sua vida.

Gilson Trindade

Nascido em Salvador (BA), Gilson defendeu a Seleção Brasileira entre 1974 e 1989. Com 1,98m, o ala participou dos Jogos Olímpicos de 1980, com 26 pontos em sete jogos, que terminou com o quinto lugar para o Brasil, e conquistou medalha de bronze no Pan de 1975 e o título do Sul-Americano do Chile, dois anos depois.

Em 2012, Gilson chegou a treinar a equipe de basquete do Vitória (BA). Anteriormente, teve passagem pela Secretaria de Educação, Cultura e Esporte do Município de Itaparica, de 2005 a 2007. Tem 59 anos e atua como palestrante.


Nesta sexta-feira, 20 de novembro, é celebrado o Dia da Consciência Negra. O esporte é um dos principais aliados na luta contra o racismo e, nesta noite, o NBB terá três partidas importantes pela válidas pela 6ª rodada. A All Sports Agency conversou com alguns dos clientes envolvidos nos jogos, que destacaram a importância do esporte para integração entre os povos.

O jogo que abre a rodada será entre o Paulistano, invicto nesta temporada, e o Flamengo, atual campeão do NBB, às 19h30, no ginásio Antônio Prado Júnior. O ala rubro-negro Marquinhos faz um apelo e pede que todos façam uma reflexão sobre o racismo neste dia de hoje.

“Essa data é importante para o Brasil todo. Infelizmente as pessoas ainda veem diferenças entre as cores. Por isso, vejo que essa data deve ser lembrada e respeitada. É nosso dever tentar cada vez mais acabar com essas diferenças, é um feriado muito importante para nós, sou de cor e sei que ainda existem esses problemas. É um dia que merece que todos pensem de forma aprofundada nessas diferenças que ainda existem”, destaca.

Outra partida importante da rodada será entre Bauru, que vem derrota para o Pinheiros e espera se recuperar, e Caxias do Sul, uma das novidades deste NBB, às 20h, no Panela de Pressão. O armador bauruense Ricardo Fischer destaca a função social do esporte e o considera como uma ferramente importante na luta contra o racismo.

“Assim como nas outras modalidades, o basquete tem uma função muito importante fora do esporte também, que é o lado social. O racismo está integrado nisso. Temos de usar a repercussão que a mídia nos dá para fomentar essa luta contra as diferenças, sejam de cor da pele, classe social ou qualquer outra. Não podemos medir esforços para mostrar que não há mais espaço para isso nos dias de hoje”, afirma.

No Gualberto Moura, também às 20h, terá o confronto entre duas equipes que buscam a recuperação no NBB. O Liga Sorocabana vem de derrota para o Flamengo, por 76 a 68, e o Macaé foi derrotado pelo Paulistano em um jogo bastante parelho, com placar de 84 a 82. O armador macaense Pedrinho Rava lembra que o esporte deve ser usado para mostrar que a convivência entre as raças deve ser normal sempre.

“A importância de combater o racismo não precisa nem ser falada. Não faz sentindo que isso ainda exista no mundo. O esporte é algo que demonstra isso e podemos usá-lo como uma arma para mostrar isso, pois tem jogadores de todas as raças jogando juntos, sendo amigos, com lealdade, se dando bem… Vejo que a melhor forma de combater é que todos os jogadores se unam para mostrar que tudo o de ruim que aconteceu, manifestações da arquibancada e bananas no gramado, ficaram no passado”, afirma.

Como já foi citado, o racismo é algo bastante presente ainda em nossa sociedade. Ações e pensamentos como os dos nossos atletas são importantíssimos para que esse problema continue sendo tratado com seriedade e combatido.