O início de Matheus Dalla no São José não poderia ser melhor. Logo na primeira competição que disputou pela equipe, o Campeonato Paulista, o ala foi campeão e teve boa participação ao longo da campanha. Para muitos, o título joseense, que não vinha desde 2012, é um presságio de que coisas melhores estão por vir. O atleta da All Sports Agency, no entanto, contém a euforia e alerta para as dificuldades que a equipe possa ter pela frente.

A estreia no NBB já tem data para acontecer. O São José inicia sua trajetória na competição dia 4, fora de casa, contra o Vitória-BA. Embora nunca tenha conquistado o campeonato, dentre as equipes que nunca venceu, a joseense é a que chegou perto mais vezes, com vice em 2011-2012, 3º lugar em 2013-2014 e 4º em 2012-2013. Para Matheus, a pressão em vencer o NBB será ainda maior após o título do Campeonato Paulista.

“Meu começo aqui é ótimo. Não poderia ser melhor. O Paulista é um título que devemos comemorar muito, mas, como fomos campeões, entraremos no NBB mais pressionados. Quem vier jogar com a gente vai entrar com mais força para tentar nos desbancar. Precisamos ter cuidado com isso, manter a linha trabalho e aumentar ainda mais a dedicação”, alerta.

Apesar das ressalvas, pressão parece não ser muito problema para Matheus Dalla. A oito segundos da final com o Mogi das Cruzes, o ala do São José ficou com um rebote após arremesso de três do adversário, avançou e sofreu a falta. Apesar de toda a torcida adversária contra, o atleta mostrou tranquilidade, converteu os dois lances livres e praticamente garantiu o título joseense.

“Foi bem complicado. Faltava muito pouco para acabar e era uma situação de pressão muito grande, pois estávamos jogando fora de casa. Felizmente, consegui manter a tranquilidade para fazer o que tínhamos treinado todos os dias, não ouvi a torcida e nem nada e foquei só em mim. Mas, ainda bem que as bolas entraram”, conta.

Na temporada anterior, atuando pelo Limeira, Matheus Dalla teve as seguintes médias por jogo durante a temporada o NBB: 5,71 pontos, 1,51 rebotes, 0,57 assistências e 17 minutos em quadra. O ala foi semifinalista da competição e da Liga Sul-Americana, além de vice do Campeonato Paulista. Os números são bons, mas o camisa 6 da equipe de São José acredita que eles podem ser ainda melhores e dá motivos para isso.

“Vejo que no São José tenho mais espaço para jogar, tenho uma liberdade ofensiva. No Limeira era outro sistema, mas padronizado, tínhamos que seguir sempre o que o treinador pediu. Aqui, o time tem mais jogadas para chutadores, que é uma característica minha, e consigo desenvolver um pouco mais do meu estilo”, compara.

Como todo esportista em ascensão, Matheus é alvo de comparações. Em 2012, quando participou de um período de treinos com a Seleção Brasileira que ia disputar a Olimpíada de Londres, o ala foi apontado por Marcelinho Machado, ala/armador do Flamengo, como seu sucessor. Apesar de ter somente 24 anos, três anos depois o atleta joseense já tem mais rodagem e diz se sentir honrado pelos elogios, mas fala em fazer o próprio nome.

“Foi uma honra ter sido comparado com o Marcelinho. Acho que era pela semelhança entre os estilos de jogo. Mas, quero fazer o meu nome e ser reconhecido como ele. Espero acabar com esse rótulo de promessas para virar uma realidade”, projeta.

Com um título em poucos meses, a sorte parece estar ao lado de Matheus Dalla. Já foi provado que o nervosismo não atrapalha e, segundo o próprio ala, a liberdade dele para jogar é maior hoje. Se mantiver o ritmo e todos estes aspectos seguirem assim, o atleta joseense é que será referência para comparações no futuro.


Mogi das Cruzes e São José travaram uma verdadeira batalha na decisão do Campeonato Paulista. No último jogo da série de três, o mogianos mandaram o jogo no Gisário Hugo Ramos por terem feito melhor campanha na competição. A equipe joseense, no entanto, ignorou a pressão dos cerca de cinco mil presentes nas arquibancadas, conseguiu virar o placar a oito segundos do fim e ficou com a taça, com vitória por 89 a 86.

Para garantir o título, o São José contou com uma atuação inspirada do ala/armador Pedro, que foi o cestinha da partida com 26 pontos. O camisa 12 contou ainda com o auxílio de outros dois clientes atletas também clientes da All Sports Agency, do armador Jamaal Smith, que anotou 23 pontos, e do ala Matheus Dalla, que marcou 14. Os alas Arthur e Gustavo entraram no decorrer da partida para ajudar a melhorar a saída de bola e marcar.

Do lado do Mogi das Cruzes, do técnico Paco Garcia, outros três clientes da All Sports Agency não deram vida fácil aos campeões. O ala/pivô Tyrone Curnell deixou a equipe na frente do placar diversas vezes com ótimas bolas de três e marcou três pontos. Já os pivôs Gerson e Wagner tiveram bom aproveitamento nas assistências.

Assim como no primeiro (vitória do São José por 81 a 79) e no segundo (triunfo mogiano por 81 a 68) jogo da série, o duelo começou equilibrado. Na metade do período, o São José vencia por 11 a 10, graças a mão quente de Jamaal, mas a boa atuação de Tyrone mantinha o Mogi vivo. O quarto acabou com 19 a 18 para os joseense. Na segunda etapa, o técnico Paco Garcia pediu mais capricho nas bolas de três e a equipe do Mogi virou ao encaixar bons arremessos neste fundamento, fechando em 40 a 38.

Na volta do intervalo, o São José entrou em quadra mais atento e Matheus Dalla começou a aparecer. Logo nos primeiros minutos, o ala acertou duas cestas de três e conseguiu abrir vantagem de seis pontos. O Mogi ensaiou uma reação nos dois últimos minutos, mas o quarto terminou em 64 a 61. O último período foi o mais disputado. Se Jamaal marcava de três para o São José, o Mogi respondia com Filipin na mesma moeda. Com 5 minutos no relógio, os donos da casa venciam por 73 a 72, mas os joseenses mantiveram o foco e fizeram 78 a 73 graças os belos pontos da dupla Jamaal e Pedro a 3 minutos do fim.

O relógio anunciava dois minutos para o fim e o placar estava em 78 a 78. As equipes passaram a acertar bolas de longa distância e o jogo ficou dramático. No minuto final, a diferença de um ponto de frente trocou de lado três vezes. Até que, com o São José vencendo por 85 a 84, com 8 segundos por jogar, Larry errou o chute de três e Matheus Dalla conseguiu pegar o rebote. O ala sofreu a falta e anotou os dois lances-livres para os joseenses. Na sequência, o Mogi conseguiu marcar dois pontos e a diferença voltou a ser de apenas um ponto para as equipes.

Com a bola em posse do São José, a seis segundos do fim, Pedro sofreu falta e converteu os dois arremessos, confirmando a vitória por 89 a 86 e garantindo o quinto título paulista dos joseenses, que não conquistavam a competição desde 2012.

Agora, as duas equipes se concentram no NBB. A estreia no São José é diante do Vitória-BA, no próximo dia 4, e o Mogi das Cruzes encara o Basquete Cearense, no mesmo dia.


Depois de muito suspense, expectativa e especulações, Jamaal Smith definiu o seu destino para 2015/2016: o São José Basquete. Na manhã desta sexta-feira, a equipe do Vale do Paraíba confirmou a contratação do armador norte-americano, de 30 anos, que defendeu o Macaé Basquete nas últimas três temporadas. Este foi o 12º reforço da agremiação joseense para a próxima temporada.

Com expressiva média de 17,7 pontos por jogo, Jamaal ainda teve um dos melhores aproveitamentos nas bolas de 3 pontos – 50,0% – e foi o quarto atleta mais eficiente do campeonato, com média de 17,55 de valorização por partida. O ex-camisa 11 macaense fez em média 20,8 pontos por jogo nas séries de playoff contra Minas e Mogi e foi o cestinha da fase de mata-mata do NBB 14/15.

Ídolo macaense, o gringo ajudou a equipe do técnico Léo Costa a conquistar o acesso ao NBB na Supercopa Brasil e no Triangular de Acesso à sexta edição do NBB, junto de Fluminense (RJ) e Tijuca Tênis Clube (RJ). Em 2013/2014, temporada de estreia do Macaé na maior competição do basquete brasileiro, o armador somou médias de 13,6 pontos e 3,3 assistências por partida.

Renovado para a sétima edição do NBB, Jamaal liderou a equipe do litoral norte fluminense a sua melhor campanha da história do NBB, quando foi aos playoffs pela primeira vez na competição, eliminou o Minas Tênis Clube nas oitavas de final, por 3 a 1, e caiu para o Mogi das ruzes/Helbor somente no Jogo 5 – 3 a 2. Ainda na temporada passada, o jogador participou do Torneio dos 3 pontos do Jogo das Estrelas 2015 do Além dos altos números na estatística, Jamaal foi responsável por dois “game winners”, ou seja, cestas no último segundo para dar a vitória à sua equipe – um contra o Basquete Cearense e um contra o atual tricampeão Flamengo, ambas com lindas bolas de 3 pontos. Com suas médias e suas memoráveis atuações, o ídolo macaense foi eleito para concorrer aos prêmios de Melhor Estrangeiro e Melhor Armador da sétima edição do NBB.

“Minhas expectativas são as melhores possíveis. Quero focar no campeonato e vou buscar união com o time para fazer um jogo forte. Espero que a torcida fique feliz e que a gente lute com garra em casa e fora de casa”, declarou Jamaal, um jogador sempre muito identificado coma s torcida dos clubes em que passou, principalmente o Macaé.

Nascido em Las Vegas (EUA), Jamaal Thaddius Smith, de 30 anos, iniciou sua trajetória na Universidade de New Mexico (EUA). Depois, chegou a defender uma equipe de sua cidade natal, o Las Vegas Aces, que disputa uma divisão menor do basquete norte-americano, mas partiu para fora de seu país e passou pelo Correcaminos (México), CMS Bucareste (Romênia) e pelo Beijing Aoshin (China) antes de vir para o Brasil e pousar em Macaé.

FONTE: LNB.com.br